quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Acordo Ortográfico - Parte III

Mudanças nas regras
de acentuação

1. Não se usa mais o acento dos ditongos abertos éi e ói das palavras paroxítonas (palavras que têm acento tônico na penúltima sílaba).

Como era. Como fica

Alcatéia - alcateia
Andróide - androide
Apóia - (verbo apoiar) apoia
Apóio - (verbo apoiar) apoio
Bóia – boia
Colméia - colmeia


2. Nas palavras paroxítonas

Não se usa mais o acento no i e no u tônicos
quando vierem depois de um ditongo.

Como era Como fica

Baiúca - baiuca
Bocaiúva - bocaiuva
feiúra - feiura

3. Não se usa mais o acento das palavras terminadas em

êem e ôo(s).


Como era Como fica

abençôo - abençoo
crêem (verbo crer) creem
dêem (verbo dar) deem
lêem (verbo ler) leem
perdôo (verbo perdoar) perdoo
Vêem - (verbo ver) veem
Vôos - voos

Acordo Ortográfico - Parte II - Trema

Trema
Não se usa mais o trema ( ¨ ), sinal colocado sobre a letra u para indicar que ela deve ser pronunciada nos grupos

gue, gui, que, qui.

Lembrem-se que a mudança é apenas na escrita. A fala continua a mesma!
Como era Como fica

Delinqüente - delinquente
tranqüilo – tranquilo
Lingüeta - lingueta
freqüente - frequente
seqüestro – sequestro
Lingüiça – linguiça


Atenção:

O trema permanece apenas nas palavras estrangeiras e em suas derivadas.
Exemplos:Müller,mülleriano.

Narração - 18 / 11 / 2009

Elementos da narração:

Normalmente, esses elementos são expostos pelo autor do texto mesmo que inconscientemente, note que ao escrever uma narração, não será preciso lembrar o autor de se situar em certo tempo ou certo lugar, mas, é sempre bom termos um pouco mais de conhecimento sobre cada assunto.

O narrador: Quem conta a história?

Narrador personagem: o narrador conta e participa ativamente da historia. Portanto, os verbos serão, predominantemente, conjugados em primeira pessoa (singular (eu) ou plural (nós)). Ex: Singular: Quando cheguei em casa, como estava muito cansado, fui pra minha cama dormir. Plural: Chegamos de manhã. A viagem foi longa, então pudemos aproveitar bastante.

Narrador Observador: o narrador apenas conta a historia, sem ter uma participação mais ativa. Portanto, os verbos serão, predominantemente, conjugados em terceira pessoa (singular (ele) ou plural (eles)).

Narrador Onisciente : A esse narrador é permitido trabalhar com as emoções das personagens, posto que este tudo saiba, demonstrando os sentimentos e intenções de cada personagem ou apenas ser um observador de alguma cena, em ter um conhecimento mais profundo de seus personagens.

O discurso: Como o narrador conta a história? O narrador possui algumas técnicas para passar a história a ser contada. Certas ferramentas que irão marcar as falas das personagens.
O discurso direto: nesse tipo de discurso, o narrador irá anunciar a fala da personagem para que ela mesma se dirija ao seu destinatário.

Ex: Marcos perguntou: - Que horas são? Essa técnica é usada, geralmente quando se apresenta um diálogo no texto, aonde o destinatário da informação irá respondê-lo imediatamente, usando a sua língua de maneira real, indicando o grau de instrução de quem se fala, posto que, uma criança deve falar como criança, uma pessoa analfabeta não poderá falar como uma pessoa com o conhecimento mais erudito, sendo permitido o uso de gírias, caso a personagem assim o fale. Ex: Marcos perguntou: - Que hora qui é? - São duas horas. * Note que a presença da resposta imediata já indica a fala de uma personagem diferente de diferente nível de estudo, já que o primeiro personagem não demonstra um mesmo nível de instrução pela concordância. Observação: Erros de homófonas e troca de letras (do tipo Z por S, G por J, X por S ou C), falta de letras (como o h quando não será pronunciado) não serão considerados regionalismo ou erros da personagem, mas conhecimento lingüístico prejudicado do autor. Ex: Marcos perguntou: - Que oras que é? * Veja que a falta do H em oras não indica grau de estudo do falante, posto que não o pronunciamos, o que indica erro do autor do texto.

Já no discurso indireto, o narrador toma para si a fala da personagem, assim, tendo um nível obrigatório de erudição. Ex: Marcos perguntou que horas eram. * Não indicamos nenhum tipo de regionalismo ou grau de erudição da personagem. Nesse discurso temos que sempre mostrar conhecimento da língua, não errando em concordância ou em letras afônicas (não pronunciadas durante a fala) ou homofônicas (letras diferentes com o mesmo som).

A apresentação normalmente se faz no inicio de um texto. Dados sobre os personagens principais poderão ser destacados nessa fase de sua produção. Onde nasceram, quantos anos, qual o grau de escolaridade, sua família etc.

O enredo: O fato ocorrido. O assunto. O que aconteceu? O acontecimento (ou acontecimentos) que será relatado pelo narrador e desenvolvido pelos personagens. As decisões e atos das personagens formam um desencadeamento da historia.

Os personagens (ou as personagens - tanto para masculino quanto para feminino): Quem participa da historia? Os personagens são os diferentes seres que participam do acontecimento.

Personagens Principais: São aqueles personagens que participam mais intensivamente da historia. Podem ser chamados de Protagonistas (aquele que desencadeia os fatos, ou seja, faz a história acontecer) ou Antagonistas (aquele que impedirá os atos do protagonista) normalmente, o protagonista representa o bem e o antagonista o mal. Nesses personagens, normalmente, se baseiam os acontecimentos.

Personagens Coadjuvantes ou Secundários: são os personagens que apenas ajudam no desenvolvimento do enredo, tendo uma participação bem mais modesta.

O espaço ou cenário: Onde aconteceu? O espaço é o lugar (ou lugares) onde os acontecimentos ocorreram. Pode variar de um simples quarto ou até mesmo um país, um continente etc. Ou seja, qualquer que seja a localização do acontecimento é chamado de espaço.

Espaço amplo: quando o narrador comenta sobre uma cidade ou um país, sendo pouco específico sobre a localização da história.

Espaço restrito: aqui, o narrador indicará exatamente o local onde se enquadra o fato. Ex: Um quarto ou uma casa.

O tempo: Quando aconteceu? O tempo é a localização cronológica dos acontecimentos. Mesmo que seja no presente, num passado muito distante, variando de: aconteceu hoje, ou: aconteceu há quinze anos. O tempo é determinado pelo narrador.

Tempo Cronológico: os acontecimentos são relatados sucessivamente, ou seja, um após o outro normalmente Ex: - Fui ao shopping e comprei duas camisas.

Tempo Psicológico: quando o narrador ou algum personagem faz relatos do passado. Lembrando-se de algo. Ex: - Quando eu tinha 12 anos vinha bastante a esse parque. Clímax O ponto alto da produção. A fase dos descobrimentos, das junções das idéias. Tudo se esclarece, tudo se resolve.

Tempo Sincrônico: Tudo ocorre ao mesmo tempo. Ainda é raro esse tipo de texto, mas já existem.

Dissertação 25 - 11 - 09

O assunto do dia foi Dissertação.

Conversamos sobre como começar uma dissertação, o padrão dos 5 parágrafos e dicas importantes para se fazer uma boa dissertação.

1º parágrafo de apresentação
2º parágrafo das causas
3º parágrafo das consequências
4º parágrafo de exemplificação
5º parágrafo de conclusão.

Falamos também sobre a questão das letras K, W e Y voltarem para o alfabeto oficial definitivamente.

Carta argumentativa 02-11-09

Conversamos sobre a carta argumentativa. Como fazer,como começar e como terminar.
1º parágrafo - apresentação do assunto da carta (pedido)
2º parágrafo - Porque a sua carta deve ser atendida?
3º parágrafo - Caso sua carta não seja atendida, quais seriam as consequências?
4. parágrafo - O parágrafo de agradecimento.

Conversamos também sobre mais dicas do acordo ortográfico, em breve, terminaremos esse assunto, mas não antes de sanar todas as dúvidas dos ouvintes.

Acordo Ortográfico

Uma conversa animadíssima na Rádio Jornal hoje. Abrindo o assunto “Novo Acordo Ortográfico”, falamos sobre a queda dos acentos diferenciais (acento que diferencia os pares). Não se usa mais o acento que diferencia os pares O que mudou:

Pára / para
Péla (s) / pela (s)
Pêlo (s) / pelo (s)
Pêra / pera


Como era como fica:

Ele pára o carro - Ele para o carro.
Ele foi ao pólo norte - Ele foi ao polo norte.
Esse gato tem pêlos brancos Esse gato tem pelos brancos.
O que não mudou:

• Permanece o acento diferencial em pôde/pode. Pôde é a forma do passado do verbo poder (pretérito perfeito do indicativo), na 3ª pessoa do singular. Pode é a forma do presente do indicativo, na 3ª pessoa do singular. Exemplo: Ontem, ele não pôde sair mais cedo, mas hoje ele pode.

• Permanece o acento diferencial em: Pôr / por. Pôr é verbo. Por é preposição. Exemplo: Vou pôr o livro na estante que foi feita por mim.

• Permanecem os acentos que diferenciam o singular do plural dos verbos ter e vir . Exemplos: Ele tem dois carros. Eles têm dois carros.

Outro assunto abordado foi a questão do ENADE que prorrogou as inscrições para até o dia 12/11/09. É importante ressaltar que, caso o aluno seja sorteado e não participe da prova, corre o risco de não receber o seu diploma ao se formar. Esse exame serve para que possamos avaliar a qualidade do ensino superior no Brasil.

Continuem ouvindo a Rádio Jornal 820AM e fiquem por dentro de vários assuntos da Língua Portuguesa. Todos os dias teremos dicas que serão apresentadas no decorrer da programação e nas quartas-feiras teremos, ao vivo, dicas e curiosidades num sadio bate-papo.